A imaginação é esplêndida, sensacional, primordial e de enorme importância para a vida de qualquer pessoa. Se o ser humano não tivesse imaginação não seria possível o desenvolvimento de assuntos importantíssimos para a humanidade como o estudo da geologia, Pink Floyd ou o Kama Sutra por exemplo. Mas a dita cuja além de espetacular pode ser sua pior inimiga colocando apenas pilha errada, interferindo na saúde, em assuntos familiares, em relacionamentos... Em tudo! É preciso saber domar ela...
Tipo, se algum idoso começa a ter dores no abdome a primeira coisa que ele vai pensar, como quase todos os velhos, é que a hora de bater as botas está chegando, alguma coisa muito séria esta acontecendo: talvez pedra nos rins ou até mesmo um tumor. Aí começa todo o drama. Alguns até clamam a morte! Mas ninguém pensa na possibilidade de ser apenas gases, ou seja, nada que um maldito peido resolva. Um pum e vida nova :).
Se uma mãe vê seu filho meio calado, agindo de forma estranha ela pensa logo em drogas! Podem existir vários motivos, mas as drogas são sempre a primeira coisa que vêm na cabeça. Nunca pensa que seu filho só quer ficar quieto na dele, se desiludiu num romance ou não aguenta mais ser o único virgem da turma. Pensa em drogas! E a imaginação, que às vezes é tão filha da p... , ainda procura outros indícios para alimentar a insanidade mental, fazendo a mãe do pobre coitado se lembrar de atitudes suspeitas, como o amigo estranho que seu filho levou em casa, o CD do Bob Marley encontrado na gaveta de cueca ou no dia que seu filho pediu dinheiro para assuntos pessoais (uma revista playboy).
Nos casos amorosos ela está presente de forma inspirada: basta um atraso para nossa parceira desconfiar de alguma negligência. Um telefonema não atendido é motivo de suspeita. Nos fins de relacionamentos, então, ela atua de formar mais assombrosa! Basta a gente ver nossa ex-mulher com um negão na night que a nossa massacrante imaginação já exibe em nossa cabeça um filme pornô com eles atuando! E de forma semelhante ao desmatamento na Amazônia: incêndio total. Aí já começam as perguntas clássicas: ''O que este troglodita tem que eu não tenho?'' E a imaginação responde: ''Uns centímetros a mais''. No fim acabamos concluindo que somos inferiores ao negão, a alta auto-estima cai feito os aviões da TAM e depois que o choque acaba a primeira coisa que conseguimos falar é sempre a mesma frase: ''Que merda!''
Precisamos ter cuidado com a nossa imaginação, ou seremos pessoas estúpidas que só têm certeza de fatos sólidos, como o nosso nome, por exemplo. No mais, vivemos em um mundo imaginado, traídos pela nossa mente somos capazes de acreditar em coisas que não vimos, não escutamos, não sabemos e em função disso passamos a viver no esquizofrênico mundo do talvez. Portanto, limite sua imaginação ou ela não dará trégua e a vítima vai ser você, seu neurótico!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A vida, como ela é? Que desgraça!
Dia desses, observando nos jornais, rádios, internet, TV e etc., reparei como é grave a segregação no Rio de Janeiro. E tudo em benefício da galera com grana, é óbvio! Afinal, pobre beneficiado no Rio de Janeiro só jogando futebol ou esperando o sinal ficar vermelho.
Inacreditavelmente tudo traz prejuízo para o pobre, até as boas intenções. Tipo, quando vem se aproximando o verão, o que o governo faz? Lança o horário de verão! Mas só rico é feliz, nem é todo mundo que pode chegar em casa e aproveitar o resto do dia caminhando no calçadão de Copacabana ou até mesmo aproveitar algumas horas na praia. Pobre fica preso no engarrafamento dentro de um ônibus entupido de passageiros sob um calor de 40° e quando, finalmente chega em casa, a praia é substituída pelo banho na mangueira.
Quando chega o verão, o que vem junto? As chuvas de verão, que ironicamente só prejudicam o pobre! Ou alguém já viu enchente na zona sul? Enchente é coisa de Belford Roxo, Nova Iguaçu e redondezas. E deslizamentos de terra, outro fenômeno natural que quando rola na Zona Sul é em favelas. Parece perseguição, até mesmo em lugares onde a maioria é rica quem paga o pato? O favelado! Mas que desgraça!
Mas o verão não é tão ruim para o povão... É possível perceber que durante esta época do ano crescem as vagas de empregos de vendedores de guaravita, água, refrigerante e hulla hulla nos engarrafamentos da cidade. Eles são tantos que até aprimoraram as técnicas de venda devido à concorrência: tem grupo de pagode desses vendedores, vendedores fantasiados, vendedores atores, vendedores tropa de elite... Por falar nos vendedores tropa de elite, destaque para o marketing desses vendedores: “– O zero meia cansou do mate com limão? Pede açaí, pede açaí!”. Brasileiro perde completamente o senso do ridículo por uma boa venda! Até na praia que é um lugar de lazer para muitos, para o pobre é lugar de trampo. As férias chegam e a diversão é segregada. Reparem em como os filhos de rico comunicam as suas mães que vão à praia:
“Mãe, estou indo à praia!
Ok, filho! Mas não esqueça o protetor solar...”
Os filhos de pobre:
''Mãe, estou indo à praia!
Menino, vê se não esquece o isopor e os sanduíches naturais... Sinto que hoje o movimento vai estar forte!''
Tipo, quem tem grana é banhista quem não tem é ambulante. E se não for ambulante é farofeiro.
Mas é bom deixar claro que esse povo que rala pra caramba é um povo guerreiro e que apesar de todo sufoco, sempre encontram motivo pra sorrir. São vítimas de preconceito pela sociedade mas nunca desistem. E digo isso porque posso falar que sou uma prova viva desse povão vítima de preconceitos! Sempre que estou na night e conheço alguém tudo vai muito bem até que me perguntam de onde eu sou... Quando eu respondo que sou da Pavuna, pronto... Fim de mundo! Passei direto do cara legal pra fanfarrão frequentador de Via Show! É sensacional a maneira como o olhar das pessoas muda na hora! Antes príncipe, depois plebeu! Mas isso nos torna pessoas especiais. Ou vocês acham que é fácil viver em uma sociedade onde o bairro em que residimos caracteriza nossa personalidade?!
Fui muito radical ???
Inacreditavelmente tudo traz prejuízo para o pobre, até as boas intenções. Tipo, quando vem se aproximando o verão, o que o governo faz? Lança o horário de verão! Mas só rico é feliz, nem é todo mundo que pode chegar em casa e aproveitar o resto do dia caminhando no calçadão de Copacabana ou até mesmo aproveitar algumas horas na praia. Pobre fica preso no engarrafamento dentro de um ônibus entupido de passageiros sob um calor de 40° e quando, finalmente chega em casa, a praia é substituída pelo banho na mangueira.
Quando chega o verão, o que vem junto? As chuvas de verão, que ironicamente só prejudicam o pobre! Ou alguém já viu enchente na zona sul? Enchente é coisa de Belford Roxo, Nova Iguaçu e redondezas. E deslizamentos de terra, outro fenômeno natural que quando rola na Zona Sul é em favelas. Parece perseguição, até mesmo em lugares onde a maioria é rica quem paga o pato? O favelado! Mas que desgraça!
Mas o verão não é tão ruim para o povão... É possível perceber que durante esta época do ano crescem as vagas de empregos de vendedores de guaravita, água, refrigerante e hulla hulla nos engarrafamentos da cidade. Eles são tantos que até aprimoraram as técnicas de venda devido à concorrência: tem grupo de pagode desses vendedores, vendedores fantasiados, vendedores atores, vendedores tropa de elite... Por falar nos vendedores tropa de elite, destaque para o marketing desses vendedores: “– O zero meia cansou do mate com limão? Pede açaí, pede açaí!”. Brasileiro perde completamente o senso do ridículo por uma boa venda! Até na praia que é um lugar de lazer para muitos, para o pobre é lugar de trampo. As férias chegam e a diversão é segregada. Reparem em como os filhos de rico comunicam as suas mães que vão à praia:
“Mãe, estou indo à praia!
Ok, filho! Mas não esqueça o protetor solar...”
Os filhos de pobre:
''Mãe, estou indo à praia!
Menino, vê se não esquece o isopor e os sanduíches naturais... Sinto que hoje o movimento vai estar forte!''
Tipo, quem tem grana é banhista quem não tem é ambulante. E se não for ambulante é farofeiro.
Mas é bom deixar claro que esse povo que rala pra caramba é um povo guerreiro e que apesar de todo sufoco, sempre encontram motivo pra sorrir. São vítimas de preconceito pela sociedade mas nunca desistem. E digo isso porque posso falar que sou uma prova viva desse povão vítima de preconceitos! Sempre que estou na night e conheço alguém tudo vai muito bem até que me perguntam de onde eu sou... Quando eu respondo que sou da Pavuna, pronto... Fim de mundo! Passei direto do cara legal pra fanfarrão frequentador de Via Show! É sensacional a maneira como o olhar das pessoas muda na hora! Antes príncipe, depois plebeu! Mas isso nos torna pessoas especiais. Ou vocês acham que é fácil viver em uma sociedade onde o bairro em que residimos caracteriza nossa personalidade?!
Fui muito radical ???
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